Recentemente, publicamos aqui no Rescola o vídeo da TED Talk de Salman Khan sobre a Khan Academy. Se você ainda não a conhece, sugiro que clique aqui para assistí-la antes de continuar lendo este post. Mas, se você já ouviu falar dela, a utiliza para lecionar ou é um dos seus milhões de alunos, sabe que há basicamente duas formas de usá-la.

A primeira delas é o uso completamente autônomo, sem nenhum auxílio de professor ou tutor. O aluno simplesmente se inscreve no site e começa a assistir as aulas, fazer os exercícios e progredir no Knowledge Map, percorrendo as lições que o sistema sugere ou que lhe interessarem. Essa dinâmica é excelente para quem passou da idade escolar e quer completar os estudos ou reavivar conteúdos esquecidos, ou para qualquer um que, por algum motivo, quer ou precisa estudar sozinho.

Mas a Khan Academy realmente atinge todo o seu potencial quando é usada como ferramenta de ensino por um professor. Nesse caso, ela é um fantástico recurso para ajudar professores ou escolas interessadas em implementar a Flipped Classroom, ou “Sala-de-aula Invertida”.

Em sua forma mais simples, a ideia central dessa metodologia é inverter os momentos em que ocorrem a exposição de conteúdo e os exercícios de fixação. No método tradicional, o professor expõe o conteúdo em sala-de-aula, explicando o assunto de uma só vez para todos os alunos, e passa uma lição de casa para que eles, sozinhos, realizem os exercícios de fixação do conteúdo. Já na Flipped Classroom, os alunos assistem à exposição de conteúdo sozinhos, em casa, através de vídeos, e realizam os exercícios na sala-de-aula, onde podem contar com o auxílio do professor ou dos colegas.

Mas qual é o resultado desse método na prática?

O professor Wilson Azevêdo, diretor da Aquifolium Educacional e analista técnico do Sebrae, decidiu verificar isso de perto. Ele foi até a sede da Khan Academy, no Vale do Silício, e também na William Burnett Elementary School, em Milpitas, na California, onde a professora Alison Elizondo está utilizando-a para inverter sua sala-de-aula, e registrou suas impressões nos dois interessantíssimos podcasts que você pode ouvir abaixo.

 

 

Leia mais sobre a experiência da professora Elizondo com a Khan Academy aqui e aqui (em inglês).

E você, já experimentou a Khan Academy como aluno ou como recurso para suas aulas? Então deixe sua opinião na nossa área de comentários!

 


Nota de agradecimento: O Rescola agradece ao professor Wilson Azevêdo pela generosidade em disponibilizar seus podcasts e fotos para nossos leitores. Muito obrigado!

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Renato Carvalho

Designer, Mestre em Design de Tecnologias Educacionais pela Universidade de Toronto. Trabalha por uma Educação focada no estímulo à criatividade, colaboração, autonomia, iniciativa e pensamento crítico.

One thought on “Por dentro da Khan Academy

  1. Seu artigo ficou bom demais! Parabéns! Eu utilizo a Khan Academy. Apresento-as aos tutorados com os quais trabalho, faço questão que minhas filhas se aprimorem por lá e eu utilizo para meu próprio crescimento. A Khan me ajudou até a aprimorar minha maneira de explicar conteúdos. Sim! Os vídeos ( que podem ser assistidos em português graças ao primoroso empenho da Fundação Lemann) são uma aula de respeito e postura para qualquer professor. Há bom humor, lembranças rápidas de informações durante as explicações, cores, tom de voz agradável e têm cerca de 15 minutos, ou seja, quando a dispersão bate, o vídeo acaba! Sou fã da Khan Academy e encantada pelo Salman!

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