Atualização: O título original deste artigo era “Finlândia será o primeiro país do mundo a abolir a divisão do conteúdo escolar em matérias”. O título e alguns trechos do artigo foram alterados após autoridades educacionais finlandesas se manifestarem afirmando que algumas informações divulgadas na matéria original do The Independent, nas quais este texto foi baseado, estão equivocadas. Até este momento, o The Independent continua mantendo a sua versão inicial, mas o Rescola optou por se ater às informações confirmadas pelo Finnish National Board of Education. Além disso, publicamos um artigo de Pasi Sahlberg, um dos maiores especialistas mundiais em reforma educacional, esclarecendo os pontos controversos e trazendo maiores informações. (28.03.2015)


finlandiaseraoprimeiropaisaabolirmaterias00_01A campainha toca, mas, em vez da aula de História, começa a aula de “Primeira Guerra Mundial”, planejada em conjunto pelos professores especialistas em História, Geografia, Línguas Estrangeiras e (por que não?) pelo professor de Física que achou que seria uma boa oportunidade para trabalhar os conceitos de Balística.À tarde, outro sinal, mas os alunos não vão ter aula de Biologia. Hoje a aula é sobre “Ecossistema Polar Ártico”, ministrada pelos professores especializados em Biologia, Química, Geografia e o de Matemática, que percebeu que os dados sobre o derretimento das geleiras seriam úteis para o estudo de Estatística.


 

Em pouco tempo, cenários como esse, que já são comuns nas principais escolas da capital Helsinki, poderão ser encontrados em toda a rede de ensino do município e nas cidades do interior. O objetivo é claro:

A Finlândia quer ser o primeiro país do mundo a adotar em todas as suas escolas o ensino por “Tópicos” multidisciplinares (ou “Fenômenos”, conforme a terminologia adotada pelos educadores finlandeses).

Há anos, a educação finlandesa vem sendo considerada a melhor do mundo. Com “segredos” como valorização dos professores, atenção especial aos alunos com mais dificuldades, valorização das artes e de diferentes formas de aprendizagem e uma radical redução no número de provas e testes, o país tem consistentemente dividido as mais altas posições nos rankings do PISA (Programme for International Student Assessment, ou Programa para Avaliação Internacional de Estudantes) com Cingapura, mas com as vantagens de oferecer uma educação universalmente gratuita e livre dos tremendos níveis de estresse aos quais os estudantes asiáticos são submetidos.

Apesar dos excelentes resultados (ou talvez por causa deles), a Finlândia pretende continuar repensando e aprimorando seu sistema educacional. “Não é apenas Helsinki, mas toda a Finlândia que irá abraçar a mudança”, afirma Marjo Kyllonen, gerente educacional de Helsinki. “Nós realmente precisamos repensar a educação e reprojetar nosso sistema, para que ele prepare nossas crianças para o futuro com as competências que são necessárias para o hoje e o amanhã. Nós ainda temos escolas ensinando à moda antiga, que foi proveitosa no início dos anos 1900 – mas as necessidades não são mais as mesmas e nós precisamos de algo adequado ao Século 21.”

Naturalmente, a ideia de substituir “Matérias” por “Fenômenos” como forma de dividir o conteúdo escolar e apresentá-lo aos alunos sofreu resistência inicial, principalmente dos professores e diretores que passaram suas vidas se especializando e se preparando para ensinar matérias. Mas com suporte do governo – inclusive incentivos financeiros através de bonificações para os professores que aderissem ao método – os professores foram gradualmente se envolvendo e hoje aproximadamente 70% dos professores das escolas de ensino médio da capital já estão treinados e adotando essa nova abordagem.

Atualmente, as escolas finlandesas já são obrigadas a oferecer ao menos um período de ensino transdisciplinar baseado em Fenômenos por ano. Na capital Helsinki, a reforma está sendo conduzida de forma mais acelerada, com as escolas sendo encorajadas a oferecer dois períodos. A previsão de Marjo Kyllonen é de que em 2020 a transição estará completa em todas as escolas do país.


Saiba mais sobre a Educação na Finlândia (conteúdo em inglês):


Com informações do The Independent
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Renato Carvalho

Designer, Mestre em Design de Tecnologias Educacionais pela Universidade de Toronto. Trabalha por uma Educação focada no estímulo à criatividade, colaboração, autonomia, iniciativa e pensamento crítico.

139 thoughts on “Finlândia será o primeiro país do mundo a adotar transdisciplinaridade em todas as escolas.

  1. A ideia é boa. Eu acho que seria interessante um trabalho integrado. Parte do tempo com disciplinas e parte do tempo com projetos integrados, pois ambos são importantes. Outra coisa que eu acharia interessante é que os projetos sejam de vários tipos diferentes e os alunos, como na faculdade, montem seu curso através dos projetos com os quais se identificam mais (talvez exigindo uma carga mínima de participação em projetos de todas as áreas e, daí, uma “especialização” nas áreas que o aluno mais se identifica).

    • É uma ideia muito boa sem duvida! Esta ideia já foi tentada de implementar na decada 1980 na Finlandia mas houve tanta resistencia que ela foi engavetada. Espero que desta vez vao insistir mesmo.

      Gostaria de sugerir que junto ao isto se inclui a democratizacao das decisoes na escola e inclusao de dois aspectos:
      – respeito das sentimentos, os educandos querem ser vistos e aceitos no seu sentir como qq outro ser humano
      – em vez de focar nos problemas do educando, fortalecer a saude/riqueza dele.

    • Pois é, achei legal mas complicado – para alunos mais novos, no fundamental I, acredito que seja mais fácil, mas chega um momento em que acho que ficaria muito confuso. Tenho algumas aulas na faculdade que são ministradas por vários professores e fica muito difícil de compreender quando mais de três professores dão aula. Concordo com a escolha de algumas matérias, e gosto também da ideia de projetos integrados, mas acho que tudo isso envolve mudanças que têm que ser muito bem analisadas. Quando estudei nos Estados Unidos, fiquei maravilhada com a possibilidade de fazer matérias como cinema, fotografia, e várias outras “alternativas”, mas percebi que todas as outras matérias “tradicionais” eram muito fracas. Um estudante americano típico de 1º ano do ensino médio não sabe resolver equações usando Bháskara, não estuda química orgânica e não tem uma compreensão de história mundial ou de geografia política. Tenho uma irmã intercambista, belga, que conta que na Bélgica se pode escolher um “caminho” – no caso dela, línguas, o que fez com que ela tivesse pouquíssimas horas de matemática, física, química, etc. Ela fala cinco línguas, mas tem um conhecimento MUITO limitado em outras áreas. Acho que o currículo brasileiro é pesado, sim, mas hoje me sinto aliviada de ter aprendido tudo o que eu aprendi.

    • Para tentar fazer um razoável juízo de valor, li todos os comentários, alguns pertinentes, outros, nem tanto. O ensino, no Brasil, em TODOS os níveis é de péssima qualidade, Quer sejam alunos do ensino fundamental, médio, ou superior, muitos são semianalfabetos, os chamados analfabetos funcionais. Sem pretender ser professor de Língua Portuguesa, nos próprios comentários, aqui exarados, pode=se constatar vários erros palmares.
      Não podemos estabelecer comparações com os países desenvolvidos, que priorizam a educação, pois os governos, todos eles, nunca se preocuparam “seriamente” com a qualidade de ensino, tanto que os professores têm um salário degradante, as escolas, de todos os níveis, completamente depredadas, com raras exceções, alunos delinquentes, material didático precário, não contam com bibliotecas, laboratórios, faltam, até, carteiras para alunos e professores.
      Ponhamos os pés no chão, e aceitemos a nossa dura realidade. Em todas as pesquisas realizadas por institutos internacionais sérios, o Brasil ocupa os últimos lugares.
      Enquanto não tivermos governos que, contrariando seus interesses (a educação liberta), implementem reformas profundas no ensino adotado no Brasil, continuaremos sendo a pátria de analfabetos.

    • “Outra coisa que eu acharia interessante é que os projetos sejam de vários tipos diferentes e os alunos, como na faculdade, montem seu curso através dos projetos com os quais se identificam mais”
      Todas as escolas aqui funcionam assim faz tempo. Pelo menos a partir do ensino médio ou um pouco antes, tanto que vc pode escolher em quanto tempo terminar, todo aluno tem uma carga mínima de cursos pra fazer. O sistema apresentado pela matéria provavelmente se refere aos níveis mais básicos da educação, anteriores ao ensino médio.

    • Adoraria trabalhar em um sistema de ensino assim! Mas sei que aqui no nosso Brasil isso ainda vai demorar!
      Tenho esperança… Mas, falta muito, principalmente na valorização e preparação dos professores. Sem contar na estrutura dos prédios mal cuidados e espaços inadequados para a realização de atividades interdisciplinares. Isso não significa que não nos esforcemos, mesmo sem nada do que tem a Finlândia, fazemos muito!

    • É interessante, mas a nossa escola caminha para o contrário, aqui no RGS, dividindo cada vez mais e criando disciplinas, no faz de conta que se ensina e aprende algo novo, e aprendendo cada vez menos os conhecimentos que são fundamentais básicos e importantes, quando chegam a universidade não tem fundamentos de matemática, química, física, biologia e português suficientes para iniciar seus estudos acadêmicos. Nos anos 70 a SEC/RS fez um programa de Ciências Físicas e Biológicas por temas que participei da testagem, para a 1º serie do colegial, mas não implementou no sistema, porque os professores teriam que trabalhar as classes concomitante.

    • Quem estuda o assunto e não cria comentários negativos desprovidos de conhecimento, sabe que essa é a educação do futuro. O método tradicional analítico de divisão de matérias é arcaico e não promove a reflexão de que tudo está integrado. Há muitas teses, propostas e informação sobre o tema, e não se trata de “moda pedagógica” como descrito acima.

      • Concordo contigo, estas ideias são discutidas há mais de três décadas nas academias e até mesmo nas redes de ensino. No Brasil, mais precisamente o estado de São Paulo, na década de 80 lançou o Projeto Ipê que previa adotar gradativamente esta metodologia, o projeto foi totalmente desvirtuado com a resistência dos educadores e a falta de conhecimento dos dirigentes (ou vice-versa) e se tornou o projeto educacional que temos hoje. Na Prefeitura de São Paulo, na gestão da Luiza Erundina, o prof Paulo Freire estimulou esta prática, mas novamente a falta de formação dos professores fez com que este método de trabalho não saísse do campo experimental.
        Já se passam mais de vinte anos, muitas escolas no Brasil e no mundo já trabalham nesta linha e os professores brasileiro ainda insistem e dizer que é modismo.
        Vencer o preconceito e adotar ideias diferentes são coisas que as vezes demoram milênios, mas quando vejo professores pensando como alguns colegas acima sinto uma frustração enorme.

    • A educação fundamental brasileira é tão desastrosa que muitos são analfabetos funcionais. Em nenhum momento o texto fala de implementação na rede de ensino nacional. Mas do jeito que anda o mercado, tão competitivo, e a educação fornecida tão passadista (às bases da revolução industrial), uma mudança é mais do que necessária. Estudamos até o ensino médio as mesmas coisas, a competitividade e o diferencial só chega depois, quando entramos na faculdade. Porém, hoje em dia fazer faculdade é a coisa mais comum, não há mais diferencial. O que acontece? Mercado saturado. Se as escolas estão tentando inovar, palmas para elas. Enquanto isso o Brasil esquece do ensino fundamental e só facilita a entrada em universidades públicas ou privadas, como se entrar em faculdade (com quase nenhuma bagagem basica) fosse a solução para todos os problemas de desemprego.

      • Olá Maria. Entendo quando você diz que devemos olhar com mais cuidado para a educação básica, mas por causa disto não podemos punir quem esta entrando nas universidade por meio de cotas, ou programas como o Prouni. É necessários sim pensar na inclusão destas pessoas como você disse “(…) Porém, hoje em dia fazer faculdade é a coisa mais comum, não há mais diferencial…”

        Que bom que é a coisa mais comum, pois estamos universalizando este direito a Universidade que era para poucos. A minha mãe e o meu pai não tem a educação básica completa, mas eu mesmo estudando a minha vida toda em escola pública, por meio do Prouni consegui entrar numa Universidade particular de SP que só a classe média e alta frequentam, eu não teria condições de pagar. E mesmo sendo bolsista, aluno de escola pública, fui eleito o melhor aluno da turma e ganhei uma bolsa integral de pós graduação pela própria Universidade!!!

        Hoje tenha a minha produtora cultural e já prestei serviços em diversos estados do país!! É por meu mérito sim!! Mas aliado há uma programa do governo que me deu esta oportunidade.

      • Maria, acho que te entendi e concordo. Não é como a Ana falou, que o bom era quando nem todo mundo conseguia entrar na faculdade. A questão é que o Brasil tem essa mania de supervalorizar o Ensino Superior, e isso vale pra todas as classes sociais. Passei 5 anos da minha vida numa ótima faculdade e, embora reconheça que aprendi muito, trabalho agora numa área completamente diferente e para isso, fiz um curso técnico. Mas ele não era tão bom, então estou fazendo cursos complementares. E sempre soube que ter uma graduação, mesmo em outra área, faz diferença no currículo. Quer dizer, se os cursos técnicos, por exemplo, fossem de maior qualidade, eu não precisaria ter feito faculdade e poderia já estar me sentindo segura para trabalhar, sem precisar de milhares de cursos complementares. E não me acho inferior por minha formação técnica, embora me ache desvalorizada quando não falo que tenho curso superior.
        A gente tem que entender que tem lugar pra todo mundo, pro acadêmico e pro técnico, e tem que valorizar e melhorar essas formações e respeitar as escolhas das pessoas. Já vi gente com mestrado trabalhando de taxista, porque prefere ganhar mais. Então deixa o cara trabalhar em algo que paga melhor! SE ELE QUISER! Pra que essa cobrança louca com faculdade, pós, etc? Cada área tem uma demanda de conhecimento diferente e nem por isso é inferior.

    • KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Estudou o que sobre pedagogia para falar isso ? Estudou o que sobre escolas para falar disso ? Moda pedagógica ? Isso não é só um método, é livre. Ou seja, professores elaboram o que vai ser o conteúdo e como serão as aulas. Não é o MEC que impõe, muitas vezes ementas que não fazem o menor sentido ou são vagas demais, para os professores, são eles que preparam as aulas. Enfim, vai estudar antes de ter ódio por uma coisa sem nem conhecer um pingo do que tem ódio.

      • Meu amigo, o texto trata de uma questão importantíssima relacionada a algo que talvez você desconheça, chamado multidisciplinalidade… vamos dizer, uma aula de biologia genética… porque não interpelar os alunos com as questões estatísticas e de probabilidade… e como um bom conhecedor de geo-política, deve saber que todos os fatos de movimentações geográficas populacionais tem a ver com espaço físico, lutas raciais/dogmáticas, política, alimentos e riquezas… então, qual é o problema de estudar os assunto de uma forma mais ampla, mas adequada a abrangência de conhecimento de nossos alunos do séc.xxi estão recebendo de informações da tal da internet e que estão com dificuldades em linká-los às linhas de conhecimento? qual é o problema em estudar os fenômenos populacionais de uma forma a estudar sociologia, psicologia e filosofia integradas com história e geografia, além do conteúdo estatístico disposto em tais “matérias” (como a interpertação de gráficos – matemática com geografia, ou então teoria dos conjuntos)…é mais ou menos esta questão, porque estudar o crescimento do “feijão” se podemos integrar este crescimento a um conteúdo matemático e interpretativo… acreito que te falte um pouco de abertura de conhecimento, meu amigo…

        • É isso aí Marcos! O texto fala sobre a Multidisciplinaridade, ou seja, um sistema de ensino que engloba experiências em várias disciplinas, em busca de metas a atingir, dentro de um programa específico. Por exemplo: Pensemos em uma equipe multidisciplinar que é um conjunto de especialistas, em diversas áreas, trabalhando em equipe, em busca de um objetivo comum. Ex: especialistas das áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, médico, enfermeiros, nutricionistas, trabalhando em conjunto para recuperação do paciente. Na Educação, não pode ser diferente! Amei o texto, e a boa notícia! Vamos acreditar e fazer para que o Brasil avance!

          • Pessoal, a discussão apresentada acerca das mudanças educacionais implementadas na Finlândia, não remete à multidisciplinaridade, e sim à “transdisciplinaridade”. A teoria do caos, discutida e defendida por Edgar Morin, pressupõe, como na Finlândia, acabar com a compartimentação do conhecimento, utilizando-se ” fenômenos” (como se referem) para isso, . E digo mais, não seria nenhum bicho de sete cabeças trabalhar desta forma. Já vivenciei uma experiencia parecida, quando realizei uma oficina em formação continuada com cerca de 100 professores de todas as disciplinas da EJA, do ensino fundamental e médio. Lancei o desafio para que os professores organizassem uma ou mais aulas, partindo da Quimica, com o tema: “Envelhecimento”. Todas as disciplinas abordaram o tema sem mencioná-lo, como por exemplo: Química = oxidação, Matemática = As contas pagas pela aposentadoria, Educação física – exercícios x saúde, Inglês – healthy foods (comidas saudáveis), L Portuguesa,= criou uma peça baseada no texto Veredinhas da infância em “Presepe”, de João Guimarães Rosa, Geografia = Pesquisa: Onde estão os velhos do Brasil, e assim por diante… Penso que seria mais ou menos assim, e se assim for, da gosto ensinar e aprender. Abraços.

        • Marcos, o que o Guilherme Tonon está respondendo não é o texto, mas ao comentário infeliz da Ioda Insone. Se ler o comentário dela, entenderá o contexto da crítica do Sr. Guilherme Tonon. (As pessoas aqui não entendem de estrutura de tópico também? Tudo bem que o layout e a estrutura de tópico da página não ajudam muito, mas, francamente, basta um pequeno esforço para perceber).

    • Aí está uma das questões da educação brasileira, quando alguém faz crítica pela crítica. Uma das boas recomendações para uma educação é fazer com que os alunos possam ser livres para refletir e com isso elaborar suas ideias num processo de aprendizagem em que todos aprendem, inclusive o professor. É coletivo! Professor que só ensina e não se permite enfrentar os desafios que a sala de aula impõe, deve estar fora mesmo do processo. Eu amei a matéria e como tudo na vida é preciso contextualizar para implementar uma proposta educativa com essas bases. Não é colar e copiar, mais, e nem um receita de bolo. Até porque nas receitas de bolo é permitido dar o seu toque pessoal e os bolos nunca serão iguais. Ioda Insone desculpe, mas o equívoco não está na matéria apresentada.

    • Acho q inovações não exclui o q ja existe , e se por acaso um dia chegar a esse fato., é porquê as coisas evoluem e ja não faz sentido o ultrapassado. Não devemos temer o q não conhecemos,.devemos justamente conhecer, pois se fecharmos para isso , estaremos estagnados! Acho q os novos tempos, nos exige uma mente aberta.

    • Não há equívocos nem desastres na matéria. Cobriu-se uma modalidade de ensino (perfeita, a propósito) aplicada na Finlândia e pronto. Fim. Há um imenso abismo entre a realidade escolar da Finlândia e a do Brasil. Não sei de onde foi tirada essa ideia de que esse modelo será “apressadamente imposto” no País. Péssima interpretação de texto, além de uma visão extremamente fechada, antiquada, da didática de ensino. Transdisciplinaridade já!

    • De toda a matéria o seu comentário foi o mais desastroso! Acho q vc ainda está em 1900, atualize-se. A educação brasileira é uma farsa e em nenhum momento a matéria tendenciou para ser implementada no Brasil, apenas expôs a educação na Finlândia. Como pude constatar VC É MAIS UM ANALFABETO FUNCIONAL, pois leu e não soube interpretar o texto, ou seja, mais um aluno fruto da educação brasileira.

    • Pelo q vi, nada do texto se refere ao Brasil. E olha q eu sou dislexica!! kkkkk Mas já q vc mencionou, pq nao? Eu tenho dislexia e só descobri poucos anos atrás. As matérias q eu mais detestava na escola eram geografia e história sabe pq? Pq sao textos e mais textos, datas, coisas q para um dislexico é um sofrimento! Se eu tivesse esse tipo de educacao, com certeza teria aproveitado melhor. POREM, isso no Brasil levaria anos e anos pq os professores precisariam reaprender muita coisa! Quem sabe escolas especiais particulares. Eu com certeza colocaria meu filho numa escola assim. O que se precisa lembrar é q nada deve ser copiado, e sim adaptado. Ótimo artigo, péssima leitora (Ioda Insone)

    • Essa “Moda pedagógica” não está sendo apressadamente imposta nas escolas brasileiras. É somente para conhecimento de como as coisas estão sendo feitas no primeiro mundo. No Brasil não se consegue fazer nem o basico proposto nos metodos de ensino, quem dirá fazer algo complexo como esse método. Excelente artigo!

    • Colocação equivocada e desastrosa! Nada além de mais uma pessoa que segue a moda de ler apressadamente o texto e irresponsavelmente tirar conclusões, como é comum aos brasileiros. Péssimo comentário!
      (Será que a pessoa realmente não reparou que isso está sendo implementado SOMENTE na Finlândia e que é apenas uma notícia internacional e não uma petição para que seja igual no Brasil? Que esse tipo de “moda pedagógica” é “moda” somente na Finlândia e que ninguém falou em implementar em outro lugar do mundo? De onde a pessoa conclui que tudo o que é “moda” lá fora o Brasil imita? Quem dera fosse assim! O Brasil poderia imitar a disciplina, o senso de dever e a honra que são a maior “moda” japonesa; o respeito à constituição, às leis e o senso de justiça que são “moda” nos EUA; o amor à educação, à cultura e ao conhecimento que é uma “moda” que a Finlândia tem! Quem dera o Brasil seguisse as boas “modas” do mundo!)

  2. Excelente! Pena que para isso sejam necessárias várias coisas que não temos… Professores dispostos a trabalhar em equipe, escolas (leia-se gestores) que apoiem, formação adequada, ambientes adequados, alunos bem alimentados… Enfim, estamos longe disso. Ainda somos do tempo em que as crianças sentam de costas umas para as outras, em filas, respondendo questionários óbvios. Eu faço o que posso pelos meus filhos, integrando informações e mostrando as relações entre os conteúdos, em casa.

  3. Ioda Insone, gostaria com gentileza que você apresentasse argumentos sólidos para subsidiar sua crítica. Criticar por criticar não colabora nem enriquece, muito menos muda o sistema educacional brasileiro. Observe que a mudança está sendo proposta em um país onde, segundo índices do PISA. é a melhor educação do mundo. Honestamente, gostaria de ter lido uma crítica construtiva, porque acredito que a transformação de uma sociedade só se dará por meio da educação e para que isso ocorra no Brasil será necessário que a juventude se levante dos bancos escolares e engrossem as fileiras de uma revolução responsável e consciente. Enquanto isso, vamos assistindo de camarote ao que os finlandeses fazem com os seus cidadãos e cidadãs em matéria de educação. OBS: Digo e repito Ioda Insone, traga dados, enriqueça o debate, a discussão precisa construir algo e não apenas criticar. Fica vazio. Até breve.

  4. Ótima matéria. Em relação a essa metodologia interdisciplinar, é algo que vem sendo utilizado em algumas faculdades no Brasil. Tive a oportunidade de cursar as duas metodologias (Disciplina e Modular) e é fato que a integração disciplinar é um fator que agrega valor aos conhecimentos do aluno de maneira que, sua logica de analise, avaliação, estão em maior sintonia com o macro/micro ambiente possibilitando maior entendimento em determinado assunto, tornando suas ações mais efetivas. A adoção deste método nas escolas de ensino médio e fundamental no Brasil ainda é utópica pois como diz no artigo é necessário investimento, capacitação e valorização dos professores, infraestrutura de qualidade e etc.
    Quem sabe um dia chegaremos la. Abraço!

  5. a materia e bem informativa sobre as novas tendências de um sistema educacional que e o melhor do mundo. vale ressaltar que e um “todo” que e investido. O que esta acontecendo na Finlandia não e uma moda pedagógica, mas sim um investimento planejado e com um suporte técnico e financeiro alto. Não eh apenas “importar” para a sala de aula, mas dar o suporte que se precisa. Bom artigo.

  6. Saberão pouco de muita coisa. Sem aprofundamento de nada. Não se prepara um futuro engenheiro apenas com assuntos superficiais. Não terão base aprofundada de nada. Serão como já são os alunos das redes estaduais no Brasil, onde o aluno não tem capacidade de interpretar uma formula, pois tudo lhe é mastigado.

    • Rosana, a fragmentação do conhecimento é que não nos permite aprofundamento das coisas, reflita sobre essa sua fala. Realmente trabalhamos no ensino básico brasileiro “mastigando” os conteúdos para nossos alunos e alunas pois eles não tem a ideia do todo, então temos que pegar o básico e reparti-lo, e mesmo assim nossos alunos não conseguirão ter ideia do todo. Eu não acho que o prospecto apresentado levará ao não aprofundamento, acho que pelo contrario terão a visão do todo para depois entenderem as partes. Utilizando-me do exemplo que você citou a educação tradicional ensina que Δ=b2−4ac e pronto, se tivéssemos uma visão do todo poderíamos sim primeiro entender e interpretar a formula para depois questionarmos, e isso seria o aprofundamento.

  7. Matéria muito interessante, e ao contrário do que afirmam alguns, as propostas renovadoras na área pedagógica que veem surgindo em todo o mundo, longe de deverem ser “importadas” e/ou impostos em nosso país, devem ser estudadas para que delas se retire o melhor, sem simples implementações forçadas, comuns ao sistema educacional brasileiro.

  8. Estamos caminhando a passos lentos, mas há uma luz no fim do túnel! No Brasil seria necessária uma verdadeira revolução na tentativa de romper com determinados padrões arcaicos que foram instituídos ao longo do tempo. Porém, vale lembrar que essa dificuldade entre as áreas dialogarem entre si, surgem justamente na formação inicial desses professores, que prioriza apenas uma bagagem conteudista, deixando a formação pedagógica em segundo plano. Precisamos repensar nossas estruturas, para só assim transformarmos nossa realidade educacional.

  9. Não se trata de um ensino que não separe as matérias. O mais importante é identificar no aluno suas verdadeiras vocações e estimula-lo a aprender mais profundamente aquelas que são mais importantes para ele. O ensino tona-se individual. É claro que ele precisa de um verniz nas demais matérias, mas que esse verniz não lhe seja cobrado da mesma forma que suas prioridades. Gardner já dizia que temos oito “inteligências”, entre as quais a lógico-matemática, a físico-cinestésica, a musical, a visuo-espacial, a verbo-linguística, a naturalista, a interpessoal e a intrapessoal. Devemos respeitar o ser humano, que não se mostra competente em todas as matérias. Se aprofundarmos o ensino das matérias para as quais o aluno tem vocação, eles estarão preparados para o sucesso em sua vida, e isto não impede que tenha a noção das demais matérias, mas que elas não sejam exigidas com o mesmo rigor. O ensino brasileiro pode tomar este rumo, que respeita o indivíduo e o julga pelo mérito de seu desenvolvimento, e não pela comparação com os demais alunos, em uma proposta de avaliação pelo fracasso, que é o método atual de avaliação.

  10. A educação avançará quando os professores conseguirem opinar, criticar, sugerir, sem no entanto, desmerecer o outro, considerando-se mais e o outro menos. A educação brasileira dará largos passos quando aos velhos, arcaicos, antigos métodos, técnicas pedagógicas, chamem como quiser, forem aceitos, como forma de contribuição para buscas de caminhos, no sentido de resolução de problemas, e não de divergências e dicotomias, entre essa classe tão sofrida e desunida que é a do professor.

  11. Confesso estar um pouco surpresa com o titulo do artigo, pois esta metodologia foi introduzida no Brasil nos anos 90. Eu mesma, enquanto professora do colégio Móbile utilizei este formato de aula no qual também inspirado em projetos, cujo o mesmo tema envolvia todas as diciplinas. Mas é muito valido esta mudança, pois a capacidade de aprendizagem é muito maior – ver construtivismo.

  12. Em 1º lugar parem de discutir isso aqui no brasil seria mais uma desculpa pra um bando de professores ficar escorados em 2 ou 3 que trabalhariam realmente, e 2º se nem o ensino normal aqui e dado direito que nem precisa de tanto planejamento, imaginem isso que exige muito mais empenho e dedicação de um professor ? Justo aqui no brasil que os professores saem da escola correndo mais rápido que os alunos, antes de pensar em implantar esse sistema teríamos que pensar em fazer o sistema atual funcionar, sem contar que … alguém sabe em que posição o Brasil se encontra no ranking educacional mundial?

  13. Muitas escolas brasileiras trabalham com a interdisciplinaridade já a bastante tempo, não oficialmente, ainda tem as matérias isoladas e as questões interdisciplinares funcionam mais em trabalhos. A TV Escola também já trabalha isso a pelo menos uns 8 anos. Agora, esse sistema de ensino virar realidade no Brasil vai demorar ai mais uns 70 anos.

  14. Bom eu vou ser sincero e dizer que não li toda a matéria e nem todos os comentários, mas devo dizer que a Finlândia não foi o primeiro país a usar esse tipo de metodologia, e ao contrario do que muito estão dizendo que no Brasil isso não daria certo, que não quer isso no brasil, vou falar para vocês que essa metodologia de ensino já existe no Brasil a 9 anos, na IPUFRJ em Cabo Frio no estado do Rio De Janeiro, sou estudante dessa escola que é publica, mas no momento se encontra com dificuldades por falta de pagamento aos professores e pq a faculdade da UFRJ esta querendo fechar a escola por não precisarem de um local que tenha o ensino médio, bom eu não vou ficar prolongando muito isso e vou terminar aqui deixando o link do site em que vocês podem ler mais sobre isso. http://www.rc24h.com.br/noticia/escola-invisivel-resiste-ipufrj-sofre-com-o-desconhecimento-e-descaso, caso se interessem pelo assunto podem visitar a escola a qualquer hora ou podem me mandar um e-mail himura.pe@gmail.com.

    • Sei que no Brasil há várias escolas inovadoras que estão fazendo um trabalho excelente ,acompanho o trabalho de algumas e fico maravilhada com a forma como realizam o trabalho, com o comprometimento de todos envolvidos no processo, porém nosso país é gigante e temos sim uma grande maioria de escolas precisando passar por uma inovação urgente…

  15. Seria uma forma muito proveitosa de ensinar e de aprender. Mas necessita de uma ‘revolução’ na educação brasileira para que isso ocorra. Talvez daqui há algumas décadas. Outro dia, um aluno do ensino fundamental ficou admirado quando em uma das minhas aulas de ciências pedi para que fizessem gráficos e tabelas. Ele disse que a aula não era de matemática. Eu expliquei que o conhecimento não fica preso dentro de caixinhas, a escola é que faz isso com ele.

  16. Oi pessoal.
    Vim aqui pra dizer que vcs estão discutindo por burrice achando que o Brasil vai ficar muito tempo sem essa nova metodologia de ensino que está sendo imposta na Finlândia, porque até onde sei em Uruguaiana-RS tem uma outra escola tentando fazer isso que a Finlândia tah fazendo, mas os alunos não estão nem um pouco interessados e a escola só tah decaindo.
    Outra coisa é que como o Brasil pode implementar um ensino desse tipo se os alunos que estão entrando na universidade hoje mal sabem escrever… o povo aqui não sabe falar direito a própria língua e nem escrever… a nova gramática portuguesa é uma bosta que só foi criada pra atrapalhar os professores de português… daqui a pouco vai ter outra mudança ortográfica para aqueles que não sabem escrever, porque a palavra “CASA” não será mais escrita assim, mas dessa maneira “KAZA”. Então se formos pensar o Brasil primeiro tem que se preocupar a ensinar as pessoas a falar e escrever direito a própria língua para depois se preocupar com uma mudança no ensino.
    E antes que eu me esqueça, lá na Finlândia os alunos são obrigados a respeitar e a obedecer o professor, aqui o professor fala e os alunos mandam a merda, dizendo que o professor tah fazendo bullying e coisas do tipo e a lei só protege demais crianças mal educadas, lá eles vãos pro castigo se não respeitarem o professor, isso já é uma grande diferença no ensino finlandês e no ensino brasileiro.

  17. O participante “Ioda Insone” está com medo de uma importação “tal qual” e, por isso, já sai soltando frases horripilantes e assustadoras. Estamos falando que é uma boa prática, não que será importada para o Brasil. Um dos problemas do Brasil ainda reside no fato de pessoas, como o referido participante, lerem o que não foi escrito ou responderem o que não foi perguntado, como nos debates políticos brasileiros. Acredito que uma boa interpretação do que foi escrito já é um bom passo para eliminarmos gente que ainda não sabe o que veio fazer no mundo.

  18. O método de ensino atual esta ultrapassado, ser obrigado a aprender coisa que possivelmente você não vai nunca mais no resto da sua vida é pouco produtivo, colegial que o diga, ser obrigado a aprender matemática e português me lembro ate hoje o quanto a galera sofria com essa duas matérias e hoje em dia não uso nada do que aprendi no colegial, ter uma instrução em tudo é fundamental pra saber o que lhe agrada mais e poder escolher uma área de estudo que vai seguir mas ser obrigado não!

  19. Excelente matéria. Um ideal que merece ser defendido e propagado no Brasil, embora não “importado” em bloco como alguns aqui entenderam.
    Sobre esse ponto em particular, destaco o trecho do gerente educacional da Finlândia:
    “Nós ainda temos escolas ensinando à moda antiga, que foi proveitosa no início dos anos 1900 – mas as necessidades não são mais as mesmas e nós precisamos de algo adequado ao Século 21″.
    Infelizmente, nosso passado não pode nos dar tanto orgulho assim… Mas por isso mesmo, em vez de sair dizendo que no Brasil isso não funciona, é preciso combater como um projeto desse tipo (que, reafirmo, merece ser defendido) poderia ser incluído no nosso país. Acho que essa é a questão fundamental.

  20. No início deste ano (2015), estamos testando esta mesma temática em uma escola pública municipal, uma vez que acredito que temos que trabalharmos o que realmente é necessário para a vida em sociedade por meio de uma visão holística, transformadora, capaz de fazer com que o educando seja agente de transformação, e não um mero telespectador, que vê tudo passar em sua volta, e não toma nenhuma atitude de mudanças.
    Chega de comodismo! Está mais que na hora de mudarmos os conteúdos impostos de cima para baixo. Agora é a vez de escrevermos uma nova história para a educação de nossos países se quisermos alunos críticos, transformadores e construtores de sua realidade.
    Ainda é um projeto piloto em teste.
    E só depende de todos os profissionais envolvidos e comprometidos com a educação.

  21. Acho q isso precisa ser muito bem estudado. Pois como sabemos quando se estuda psicologia da educação, dependendo da idade, as crianças não conseguem realizar um nível de abstração mental necessária para esse tipo de ensino pois partes fundamentais do cérebro não estão totalmente desenvolvidas. Dessa forma misturar, por exemplo, Primeira Guerra mundia com balística da física, pode causar algum tipo e entropia no aluno.
    Crianças e adolescentes possui o pensamento bipolarizado. Ou é ou não é. É sim e Não. Certo ou errado. Com a maturidade essa bipolarização vai se perdendo e se começa a entender que o mundo e todas as coisas não possuem apenas dois caminhos. Isso não é besteira pois hoje vemos adultos, pessoas formadas e com algum estudo, totalmente bipolarizadas. Ou é PT ou é PSDB. Ou é homem ou é mulher. Ou é esquerda ou é direita. Ou é comunismo ou capitalismo. Ou você concorda comigo ou é meu inimigo. Se adultos são assim, imaginem as crianças?
    Dessa forma penso que seria muito interessante mesclar conteúdos entre as disciplinas. Quando estava na sexta ou sétima série a professora de português pediu como leitura o livro: Revolução dos bichos. O professor de história aproveitou a leitura para introduzir a revolução francesa. Nunca mais esqueci.
    Isso vai depender de uma grade muito bem feita e sintonia entre os professores. Agora simplesmente acabar com as divisões, não acho boa ideia.

  22. O primeiro comentário foi censurado.

    Enquanto discutem e sonham com formulas mágicas de ensino que até agora todas já testadas só pioraram e muito a qualidade do ensino do Brasil, o colégio Militar, com todo seu ensino clássico e conservador cada vez forma mais alunos que estão anos luz na frente de qualquer outro aluno oriundo de outras escolas.

    Essas práticas pedagógicas sonhadoras são um desastre nas ciências exatas.

    Hoje tem-se um ensino péssimo de baixa qualidade, nivelado por baixo por causa dessas avaliações por competências…

    • Sua relação nexo causal precisa de uma correção: O colégio militar forma alunos melhores do que os outros colégios não porque seu estilo de ensino é clássico e conservador, mas porque ensina disciplina acima de tudo, pune quem não tem disciplina e realmente reprova alunos que merecem ser reprovados, coisa que uma escola comum regida pelo MEC não tem. Muitos saem das “escolas MEC” mal preparados porque, afinal, porque uma criança ou adolescente vai pensar em estudar mais se, no final, vai passar do mesmo jeito?

      Eu estudei em escola pública, regida pelo MEC, muitos coleguinhas não deram valor aos estudos, pois eles podiam tirar zero e passar de qualquer jeito. Mas eu fui diferente, porque papai era militar e me educou como um militar. Então eu, quando criança e adolescente, mesmo não entendendo a importância de estudar, estudava porque senão meu papai me educava em casa (e nem era porretada, era sermão mesmo). Hoje eu sei a importância dos estudos, meus ex coleguinhas também cresceram e perceberam. A diferença é que eles perceberam tarde demais…

  23. Existem milhões de coisas novas que se podem fazer na educação mas não entendo qual é a utilidade de misturar disciplinas, não entendo o que de benéfico poderá existir nisso nem vejo que isso seja o problema da educação eu estudei 12 anos e posso apontares centenas de problemas nenhum deles se prende com a divisão de disciplinas, isto parece mania de querer mudar por mudar e gastar dinheiro por gastar.

  24. Podemos estimar que o ensino desta forma, será mais benéfico uma vez que muitos ou todos os alunos têm dificuldades em uma ou outra matéria e facilidades em outras; sendo assim poderia se ensinar coligando todas as coisas, o que tornaria o aprendizado mais intenso e concomitantemente ao ensinar mostrar os alunos a correlação que existe entre as matérias,. exemplos: Fatos históricos muitas vezes só foram possíveis de serem realizados por que o local onde ocorreram, sua geografia possibilitou sua ocorrência. É impossível responder um problema matemático se não conhecermos a língua que originou a questão.

  25. adorei ler quase todos os comentários
    assunto polêmico e amplamente discutido
    ótimo “brainstorming” tempestade de ideias ou “toró de palpites”

    Falta agora completarmos a discussão com consultas aos documentos brasileiros
    Vejam os TEMAS TRANSVERSAIS publicados nos Parâmetros Curriculares Nacionais de 1997!!!!!!
    Estamos tentando mas………………estamos longe……………………….

    Temas Transversais
    Os temas transversais propostos pelos PCN ( Parametros Curriculares Nacionais) se apresentam como uma alternativa de organização do conhecimento no currículo. O documento afirma que a organização dos currículos por disciplinas é incapaz de dar conta de temáticas sociais relevantes. A sociedade e os modos de produção estão cada dia mais complexos e globais e a estruturação disciplinar do conhecimento deve atender às novas demandas da sociedade. Dessa forma, os PCN propõem que as temáticas fundamentais para a inserção dos alunos na vida social sejam tratadas transversalmente, isto é, sejam incorporadas às diferentes disciplinas sempre que os conteúdos e objetivos a serem trabalhados por essas disciplinas o permitirem.
    • Os temas transversais não constituem novas áreas
    • Os temas transversais devem ser integrados às diferentes áreas
    • As questões relativas aos temas transversais devem ser explicitamente trabalhadas e conteúdos de áreas diferentes devem ser utilizados de forma a respondê-las.
    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
    BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEE, 1997.

  26. De minha experiência de Vida, qual, em dado momento de grande sensibilidade fiz um retrospecto, e também das percepções em relação à evolução do homem, do homem social, da espiritualidade, das ciências, do aprendizado, educação, especialização, religião, do avanço da tecnologia, das redes, da saúde. Da questão Ambiental, nosso Planeta Terra, singular Planeta Água. Por ter vivido, um momento de ‘crise na educação’, o processo da introdução de interdisciplinaridade, uma visão de transversalidade, vejo uma inovação em busca do desenvolvimento das faculdades mentais de Visão Global, que tenho citado desde a finalização da graduação em Arquitetura e Urbanismo.

  27. Fizeram na Finlândia o que deveria ser exigido ao nosso Ministério da Educação: seguir o exemplo da “Escola da Ponte”. Este estabelecimento de ensino PÚBLICO, faz parte do Movimento Escola Moderna, e iniciou o processo de ensino alternativo em 1970! Vêm, anualmente, excursões de docentes de todo o mundo “beber à fonte”… e Portugal volta-lhe as costas, mas sempre invejando e fazendo alarde do que se passa além fronteiras. Very typical!!!!

  28. Ainda que quando jovem eu tenha estudado em uma das poucas escolas Vocacionais tenho mais interesse que certezas e opinões nesse assunto, como muitos colegas aqui todo semestre recebo tristemente um estoque renovado de alunos que não sabem contextualizar minimamente o pouco que pensam saber, achar o fiel da balança entre parte e todo é o segredo ainda por desvendar na educação. Antes de tudo saber é ter noção do tamanho de nossas ignorâncias, saber o que não sabemos, saber que o outro merece respeito pois é capaz de dar conta de nossas lacunas. Me preocupam as falas pontuadas por utopias educacionais centradas em alunos felizes e produtivos, um monte de egoístas felizes não significa uma sociedade feliz, principalmente a que vivemos baseada na assimetria e na exploração do mais fraco pelo mais forte.

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